A idade do detrito na mineralização aeróbia de Salvinia auriculata Aubl.

SCIESSERE1, L.; CUNHA-SANTINO1,2, M. B. & BIANCHINI1,2, JR., I .

1 Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais, Universidade Federal de São Carlos. Via Washington Luiz, km 235. Cx. Postal 676. 13565-905. São Carlos, SP, Brasil.

lusciessere@gmail.com pmbc@iris.ufscar.br

2 Departamento de Hidrobiologia, Universidade Federal de São Carlos. Via Washington Luiz, km 235. Cx. Postal 676. 13565-905. São Carlos, SP, Brasil.

irineu@power.ufscar.br

RESUMO: Diante da importância do processo de decomposição da fração refratária dos detritos de macrófitas aquáticas nos ecossistemas lênticos, este estudo avaliou o consumo de oxigênio de detritos refratários de Salvinia auriculata com 10 e 180 dias, na presença e na ausência de sedimento. Os detritos foram previamente decompostos em condições aeróbias e anaeróbias. Os exemplares da planta, as amostras de água e de sedimento foram coletados na lagoa do Óleo (21º 36'S e 47º 49' W; Estação Ecológica do Jataí; Luiz Antônio, SP, Brasil). Foram preparadas 20 câmaras de mineralização (10 câmaras com sedimento e 10 sem sedimento) com alíquotas de água e detritos de 10 e 180 dias (0,70 g PS L-1); os frascos foram incubados no escuro, sob condições aeróbias e a 20ºC. As concentrações de oxigênio dissolvido foram determinadas durante 177 dias. Os resultados dos consumos acumulados de oxigênio foram ajustados a um modelo cinético de primeira ordem. No geral, os tratamentos sem sedimento apresentaram valores mais elevados de consumo máximo de oxigênio (COmáx). As incubações com detritos de 10 dias apresentaram valores mais altos de COmáx (média de 213 mg g-1 PS) que as com os detritos mais velhos (180 dias); média de 107 mg g-1 PS. Os coeficientes de desoxigenação variaram entre 0,0088 dia-1 e 0,0436 dia-1; mas não apresentaram tendência definida em função da idade do detrito ou presença de sedimento. Esses resultados indicaram que na decomposição aeróbia que ocorre na superfície do sedimento da lagoa do Óleo, as demandas bentônicas de oxigênio não necessariamente aumentam com a maior presença dos microrganismos e disponibilidade de nutrientes. Os coeficientes de consumo de oxigênio da mineralização de S. auriculata foram similares, independente da presença do sedimento; porém, os detritos mais novos consumiram mais oxigênio.

Palavras-chave: decomposição, fibras, processo aeróbio, macrófitas aquáticas.

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