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Ensaios crônicos com Daphnia magna, 1920, Straus em amostras de sedimento do rio Caí, Rio Grande do Sul, Brasil. TERRA1, N.R., FEIDEN1, I.R., FACHEL2, J.M., MOREIRA1, J.S., & LEMKE2, C. 1 Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (FEPAM)- Av. Dr Salvador França, 1707, Bairro Jardim Botânico. CEP 90690 000 Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. 2 Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Matemática. Departamento de Estatística. Av. Bento Gonçalves, 9500 CEP 91509-900 Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. RESUMO: O rio Caí devido a sua importância sócio-econômica e ambiental tem sido monitorado pela FEPAM considerando os impactos que vem sofrendo no sedimento dos terços médio e superior de seu curso, desde 2001. A proposta deste estudo foi a de avaliar a influência do sedimento de quatro locais do rio Caí sobre a saúde do cladócero epibêntico Daphnia magna, por meio da realização de bioensaios crônicos, semi-estáticos. Utilizou-se sedimento, pois este compartimento tem a capacidade de reter substâncias tóxicas, as quais podem ser disponibilizadas posteriormente devido ao metabolismo dos organismos ou à ação de agentes físicos ambientais. Os bioensaios expuseram microcrustáceos a situações de estresse ambiental por 21 dias desde o início da vida (2-26 h) dos dafnideos. Muitas vezes a resposta negativa para a mortalidade foi acompanhada por resposta positiva para a deficiência reprodutiva. Para análise dos dados, utilizou-se ANOVA (Análise de Variância) e MDS (Diferença Mínima Significativa) com comparações múltiplas. Também foram analisadas a porcentagem de sobreviventes e a média de nascimentos por ninhada. Foram definidos índices para a comparação dos dois parâmetros considerados (reprodução e sobrevivência). A reprodução mostrou-se mais sensível que a mortalidade, indicando ausência de toxicidade aguda e presença de toxicidade crônica. Considerando os dados reprodutivos, observa-se no decorrer do estudo recuperação na qualidade deste trecho do rio. Palavras-chave: Cladoceros, bioensaios, ecotoxicologia, sobrevivência, reprodução.
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