Influência da resolução taxonômica das comunidades de macroinvertebrados de córregos na

avaliação de diferentes usos do solo

CORBI1, J.J. & TRIVINHO-STRIXINO1, S.

1 Laboratório de Entomologia Aquática, Departamento de Hidrobiologia, Universidade Federal de São Carlos, C. Postal 676, São Carlos, SP, Brasil.

e-mail: julianocorbi@yahoo.com.br

RESUMO: Os macroinvertebrados aquáticos têm sido amplamente utilizados como indicadores de qualidade da água. A estrutura dessa comunidade pode fornecer informações a respeito de perturbações químicas e/ou físicas resultantes de diferentes usos do solo, como por exemplo, o desmatamento para atividade agrícola ou despejos de efluentes domésticos e industriais. No Brasil, vários estudos têm sido conduzidos utilizando os macroinvertebrados aquáticos como bioindicadores de qualidade da água. No entanto, pouca informação se tem a respeito de qual o nível de resolução taxonômica é mais adequado para se ter uma melhor avaliação biológica desses impactos. Neste estudo, foi analisada a influência do cultivo de cana-de-açúcar, da pastagem e da presença de vegetação ripária sobre a comunidade de macroinvertebrados aquáticos de 9 córregos de baixa ordem localizados em uma área de Cerrado do Estado de São Paulo (Brasil). Essa fauna foi analisada utilizando dois níveis de resolução taxonômica: famílias de macroinvertebrados e espécies de Chironomidae (Diptera). Os índices comunitários aplicados aos dois níveis taxonômicos mostraram, no geral, semelhança de resultados, ou seja, valores de riqueza e diversidade mais elevados, e de dominância mais baixos para as comunidades dos córregos protegidos por mata ripária. Estes resultados permitem concluir que, para os córregos da região, a resolução taxonômica em nível de famílias de macroinvertebrados foi suficiente para avaliar os efeitos dos usos do solo.

Palavras-chave: macroinvertebrados de córregos, usos do solo, resolução taxonômica, bioindicadores.

 

resumo em inglês                     pdf em inglês      

 

Copyright 2005. Todos os direitos reservados. Sociedade Brasileira de Limnologia