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Mudanças na estrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos após a drenagem de uma área úmida palustre associada a uma planície de inundação no Sul do Brasil MALTCHIK1, L., TEIXEIRA1, R.R. & STENERT1, C 1 Laboratório de Ecologia e Conservação de Ecossistemas Aquáticos – UNISINOS. Av. Unisinos, 950, CEP 93022-000, São Leopoldo, RS, Brasil. e-mail: maltchick@unisinos.br RESUMO: A drenagem de áreas úmidas para irrigação da agricultura foi a principal causa da destruição desses ecossistemas no Sul do Brasil. O objetivo desse estudo foi analisar os efeitos da drenagem na riqueza, densidade e composição de macroinvertebrados bentônicos em uma área úmida palustre associada a uma planície de inundação no Sul do Brasil. Foram realizadas 12 coletas de abril de 2003 a março de 2004. Em cada coleta, cinco amostras de macroinvertebrados foram coletadas aleatoriamente ao longo de toda a extensão da área úmida palustre. O período estudado foi caracterizado por duas fases hidrológicas: antes e após o evento de drenagem. Um total de 48 táxons e 1.930 macroinvertebrados foi amostrado. Ephydridae foi o único táxon observado em todas as coletas. Tubificidae e Glossiphoniidae estiveram presentes em 91% das coletas. O número de táxons e a densidade de macroinvertebrados foram, em média, menores após o evento de drenagem do que na fase anterior à drenagem, e a composição de macroinvertebrados variou entre as duas fases hidrológicas. Na área úmida estudada, a estrutura da comunidade de macroinvertebrados variou com a diminuição do nível de água causada pela drenagem, onde táxons tipicamente aquáticos foram substituídos por táxons adaptados ou resistentes à condição terrestre. Nesse sentido, programas voltados à conservação da biodiversidade das áreas úmidas no Sul do Brasil deveriam ser prioritários, principalmente pelo fato de que 90% das áreas úmidas dessa região já foram destruídas ao longo do último século. Palavras-chave: drenagem, planície de inundação, área úmida, macroinvertebrado, conservação. . |
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