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Decomposição anaeróbia de diferentes partes de Scirpus cubensis: cinéticas e produção de gases ROMEIRO1, F. & BIANCHINI JR.1,2, I. 1 Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais, Universidade Federal de São Carlos. Via Washington Luiz, km 235. C.P. 676. CEP: 13565-905. São Carlos, SP, Brasil. e-mail: romeiro@rocketmail.com 2 Departamento de Hidrobiologia, Universidade Federal de São Carlos, Via Washington Luiz, km 235, C.P. 676. CEP: 13565-905. São Carlos, SP, Brasil. e-mail: irineu@power.ufscar.br RESUMO: Este estudo visou descrever e discutir a decomposição anaeróbia de rizomas, raízes e porção aérea (folhas e ramos férteis) de Scirpus cubensis, bem como dos detritos desta espécie como um todo; nesse contexto, a hipótese deste trabalho foi que a porção aérea de S. cubensis é a mais rapidamente mineralizada. Amostras de água e de plantas foram coletadas na lagoa do Óleo (Estação Ecológica de Jataí; 21º 36’ S e 47º 49’ W). As frações lábeis, solúveis e refratárias dos fragmentos foram determinadas e foram estimados os teores de carbono, nitrogênio e cinzas. Para cada tipo de detrito prepararam-se três incubações (7,0 g PS L-1). Outras duas foram preparadas com alíquotas de água da lagoa como controle. Todas as incubações foram mantidas em condições controladas (no escuro e 20 ºC) por 140 dias. Periodicamente, determinaram-se as produções CO2 e CH4. Os resultados foram submetidos ao teste ANOVA (Kruskal-Wallis) e os consumos de detritos foram ajustados a um modelo cinético de 1ª ordem. Após 140 dias, 47% dos detritos de S. cubensis foram mineralizados. Contrariando o esperado, as raízes foram as estruturas mais consumidas (40%), ao passo que os rizomas foram os mais refratários (26%); no geral, os diferentes consumos relacionaram-se aos conteúdos de minerais dos detritos. Em adição, os detritos com maiores conteúdos de cinzas (raízes) foram os que proporcionaram as maiores produções de CH4 (21.7%). Palavras-chave: macrófitas aquáticas, decomposição anaeróbia, Scirpus cubensis, metanogênese, modelo cinético. . |
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