Composição e distribuição de macroinvertebrados bentônicos na represa

de Americana (SP, Brasil)

PAMPLIN1, P.A.Z., ALMEIDA2, T.C.M. & ROCHA3, O.

1 Departamento de Química, Centro de Ciências da Natureza, Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Petrônio Portella, SG-02, CEP: 64.049-550, Teresina, PI, Brasil.

e-mail: pazpamplin@click21.com.br

2 Laboratório de Ecologia Aquática, Centro de Ciências da Terra e do Mar, Universidade do Vale do Itajaí, Rua Uruguai 458, CEP 88302-202, Itajaí, SC, Brasil.

e-mail: tito@univali.br

3 Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva, Universidade Federal de São Carlos, Rodovia Washington Luís km 235, CEP 13565-905, São Carlos, SP.

e-mail: doro@power.ufscar.br

RESUMO: A estrutura da comunidade bentônica da represa de Americana foi estudada em dois períodos distintos. As coletas foram realizadas nos períodos seco e chuvoso, respectivamente, em 15 e 13 estações de amostragem. A análise da concentração de nutrientes (nitrato, nitrito, amônia, fósforo total e ortofosfato) revelou que a represa encontra-se em avançado processo de eutrofização. A fauna de macroinvertebrados bentônicos da represa foi composta por 19 taxons, pertencentes aos seguintes grupos: Gastropoda, Oligochaeta, Hirudinea, Diptera (Chaoboridae, Chironomidae, Ceratopogonidae e Stratiomyidae) e Ephemeroptera. Chironomidae foi o grupo com maior riqueza, estando representado por seis táxons. A maioria dos táxons ocorreu em baixas densidades. Os oligoquetos formaram o maior componente da fauna bentônica e Limnodrilus hoffmeisteri foi o táxon dominante, representando cerca de 50% do bentos total. Comparando ambos os períodos amostrados, as maiores densidades foram registradas no período seco para a maioria dos táxons. A análise de cluster revelou um gradiente longitudinal, com a densidade total da fauna bentônica diminuindo da região lótica em direção à barragem. A estrutura atual da comunidade bentônica na represa de Americana é provavelmente uma conseqüência do adiantado estado de degradação ambiental. A ocorrência de espécies exóticas representadas nesse reservatório pelo gastrópode Melanoides tuberculata e pelo hirudíneo Barbronia weberi, pode estar também contribuindo para a perda de diversidade nesta comunidade.

Palavras-chave: macroinvertebrados bentônicos, eutrofização, biodiversidade, espécies exóticas.

 

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