Formação de agregados em culturas de Aulacoseira granulata (Bacillariophyceae) axênicas e

inoculadas com bactérias

VIEIRA1, A.A.H., GIROLDO2, D. & ORTOLAN2, P.I.C.

1 Laboratório de Ficologia, Departamento de Botânica, Universidade Federal de São Carlos, Rodovia Washington Luis Km 235, 13565-905, São Carlos, SP, Brasil.

ahvieira@power.ufscar.br

2Departamento de Ciências Morfobiológicas, Fundação Universidade Federal do Rio Grande, Avenida Italia, Km 8, 96201-900, Rio Grande, RS, Brasil.

RESUMO: A formação de agregados envolvendo diatomáceas é já um processo bem conhecido, especialmente em ambientes marinhos. O objetivo deste trabalho foi observar a formação espontânea de agregados em culturas de Aulacoseira granulata axênicas e inoculadas com bactérias. O crescimento de bactérias e de A. granulata foi monitorado bem como as alterações qualitativas, causadas pela atividade bacteriana, na composição do polissacarídeo extracelular (EPS) liberado pela diatomácea em ambas as culturas. A formação de agregados ocorreu em ambas as culturas, mas os resultados sugerem que a agregação aumenta significantemente na presença de bactérias de populações oriundas do reservatório de Barra Bonita, também o local de origem da diatomácea. A biomassa de A. granulata aumentou significantemente na presença de bactérias e a composição do EPS nas culturas contaminadas foi diferente daquele das culturas axênicas. A atividade bacteriana aumentou a porcentagem do monossacarídeo Ramnose em cerca de 50 % nas culturas contaminadas, aumentando as propriedades hidrofóbicas do EPS. Assumimos que o aumento da hidrofobicidade bem como o aumento da biomassa de A. granulata nas culturas contaminadas foram os fatores responsáveis pelo aumento da agregação dos filamentos de A. granulata nas culturas contaminadas.

Palavras-chave: Aulacoseira granulata, agregados, polissacarídeo extracelular, degradação microbiana, crescimento bacteriano.

 

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