Abundância de desmídias perifíticas em dois reservatórios brasileiros situados em

diferentes condições ambientais

FELISBERTO1, S.A. & RODRIGUES1, L.

1 State University of Maringá, NUPÉLIA – G-90 -Av. Colombo, 5790 – Maringá – PR, Brazil, 87020-900

lrodrigues@nupelia.uem.br

RESUMO: Com o objetivo de analisar a abundância de desmídias no perifíton e relacioná-la com os fatores abióticos e bióticos dos reservatórios UHE Rosana e UHE Salto do Vau, coletas do perifíton foram realizadas durante o ano de 2002. O material perifítico foi coletado em dois períodos (verão e inverno) nas regiões fluvial, transição e lacustre. Para determinar a densidade, o material removido do substrato foi acondicionado em frascos, fixado e preservado com solução de Transeau. Os resultados sobre a densidade das desmídias na comunidade perifítica demonstraram uma maior abundância no verão em ambos reservatórios, sendo que na região de transição do reservatório situado no rio Paranapanema registraram-se maiores valores, enquanto em Salto do Vau este fato ocorreu na região lacustre. Em ambos os reservatórios a região fluvial diferenciou significativamente das demais regiões. A Análise de Componentes Principais explicou 76,7 % da variabilidade total dos dados (15 variáveis ambientais). A Análise de Correspondência Destendenciada aplicada com espécies de desmídias identificou dois grupos: um formado principalmente pelo gênero Closterium, no Reservatório de Salto do Vau, enquanto no Reservatório de Rosana o grupo foi formado por Cosmarium. Análises de Correlações de Pearson sugerem que os nutrientes, a condutividade, a temperatura de água, o vento e as macrófitas aquáticas foram as variáveis ambientais que mais explicaram a relação dos locais amostrados com as espécies de desmídias.

Palavras-chave: Desmídias perifíticas, reservatório, macrófitas aquáticas.

 

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