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Estrutura da meiofauna no estuário Tramandaí-Armazém (Sul do Brasil) KAPUSTA1, S.C., WÜRDIG1, N.L., BEMVENUTI2, C.E.& OZORIO1, C.P. 1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Laboratório de Invertebrados Bentônicos I, Av. Bento Gonçalves, 9500, Bloco 4, Prédio 43.435, Sala 204, Porto Alegre, RS, CEP: 91501-970, Brasil. 2 Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Departamento de Oceanografia, Laboratório de Ecologia de Invertebrados Bentônicos, Caixa postal 474, Rio Grande, CEP: 96203-000, Brasil. RESUMO: A distribuição espacial e temporal da meiofauna, no estuário Tramandaí-Armazém, foi analisada em coletas sazonais (verão outono, inverno e primavera), no ano de 2000, em três ambientes: laguna Tramandaí, com aporte constante de água doce, laguna Armazém, onde ocorre a entrada mais freqüente da cunha salina e no Canal de ligação entre as lagunas e o Oceano Atlântico. Nematoda foi o grupo taxonômico que dominou amplamente nas amostras, no entanto, percebe-se uma diferenciação no segundo grupo mais abundante, sendo Copepoda o grupo co-dominante na laguna Armazém, Ostracoda na laguna Tramandaí e juvenis de Gastropoda (Heleobia australis) no Canal. A estrutura da meiofauna na laguna Armazém, caracterizada pelas densidades mais elevadas (916 ind/10cm2), é diferenciada da estrutura encontrada nos demais ambientes analisados, em todas as estações de coleta. As amostras coletadas na laguna Tramandaí (259 ind/10cm2) e no Canal (373 ind/10cm2) foram similares em quase todas as estações, com exceção da primavera. Picos de densidade da meiofauna foram evidenciados no verão. Os resultados sugerem que as variáveis ambientais, citadas como importantes numa meso-escala, como salinidade, hidrodinâmica, estabilidade do sedimento e temperatura, são as principais condicionantes da variabilidade encontrada nos ambientes amostrados. Palavras-chave: meiofauna, nematoda, estuário, distribuição espaço-temporal. |
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