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Distribuição longitudinal de cladóceros (Crustacea) em um reservatório tropical brasileiro. TAKAHASHI1, E.M., LANSAC-TÔHA1, F.A., VELHO1, L.F.M. & BONECKER1,C.C. 1 Nupélia, Postgraduate Course in Ecology of Continental Aquatic Environments, State University of Maringá. Av. Colombo, 5790, Maringá-PR, 87020-900, Brazil. RESUMO: Este trabalho compara padrões de variação longitudinal da riqueza de espécies e abundância de cladóceros planctônicos e não-planctônicos em um reservatório tropical brasileiro. Também foi testado se a distribuição espacial exibida pelos cladóceros planctônicos está de acordo com um dos padrões propostos por Marzolf (1990). As coletas foram realizadas na região pelágica, em oito estações, ao longo do eixo longitudinal do reservatório, em dois períodos hidrológicos (períodos de estiagem e chuvoso de 1998 e 1999). Foram identificadas doze espécies pertencentes a sete famílias. Maiores valores de riqueza de espécies e abundância de cladóceros planctônicos foram registrados na zona de transição em ambos períodos hidrológicos. Através dos resultados da ANOVA, foi possível verificar diferenças significativas da riqueza e abundância de cladóceros planctônicos entre as zonas. A riqueza de espécies planctônicas foi significativamente maior no período chuvoso, enquanto a abundância não foi significativamente diferente entre os períodos. Para as espécies não-planctônicas, maiores valores de abundância e riqueza de espécies foram observados na zona fluvial. Os resultados obtidos sugerem que na zona de transição, uma combinação dos efeitos hidráulicos e a contribuição da descarga do rio, em termos de nutrientes e recursos alimentares, promovem o estabelecimento e desenvolvimento de grandes populações de cladóceros planctônicos. Por outro lado, a alta velocidade de corrente na zona fluvial determina o aporte de espécies não-planctônicas nesta zona. Palavras-chave: Cladocera, abundância, riqueza de espécies, distribuição longitudinal, reservatório. |
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