Variação sazonal do aporte de matéria alóctone no córrego Andorinha, Ilha Grande – RJ

REZENDE1, C.F. & MAZZONI2, R.

1 Programa de Pós Graduação em Biologia –Ecologia, Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Av. São Francisco Xavier 524, RJ -20550-013, e-mail: carla.fr@terra.com.br.

2 Laboratório de Ecologia de Peixes, - IBRAG /UERJ / Ecologia - Av. São Francisco Xavier 524, RJ - 20550-013, e-mail: mazzoni@uerj.br.

RESUMO: Aspectos da variação sazonal do aporte de matéria alóctone são discutidos. O aporte de matéria alóctone foi estimado durante cinco experimentos desenvolvidos entre maio de 2002 e fevereiro de 2003 em um trecho do córrego Andorinha, coberto por mata ciliar. A cada experimento quatro bandejas (40 cm x 20 cm - 0,8 m2 cada) eram aleatoriamente expostas, por um período de 48 horas, ao longo de um trecho com 100 m de extensão. A matéria alóctone era composta de artrópodes (principalmente insetos e ácaros), folhas, flores e restos vegetais. Considerando a totalidade dos experimentos, o aporte de matéria vegetal foi 16x superior ao de matéria animal (teste t; t= 3.50, P< 0.01). As análises sobre a sazonalidade indicaram que o aporte de material alóctone é maior na estação chuvosa, tanto para a matéria vegetal (teste t; t= -2.54, P< 0.01) como para a matéria animal (teste t; t= -3.13, P< 0.01). A biomassa e a diversidade de artrópodes foram maiores na estação chuvosa; ácaros, odonatas, homópteros, lepidópteros, larvas de lepidóptero e larvas de dípteros não foram registrados na estação seca, mas dípteros adultos e himenópteros predominaram tanto na estação chuvosa como na seca. Os resultados obtidos indicaram que as taxas de aporte de material alóctone e a diversidade de animais e vegetais variam sazonalmente.

Palavras-chave: Mata Atlântica, Riachos, Aporte de matéria alóctone.

 

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