Formação do Reservatório de Salto Caxias (PR) - um enfoque no processo de eutrofização

RIBEIRO1,2, L.H.L.; BRANDIMARTE2,3 A.L. & KISHI1, R.T.

1 Departamento de Meio Ambiente, Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento – LACTEC Centro Politécnico da UFPR, Curitiba, Paraná, Brasil. C. P. 19067, CEP 81531-990. e-mail: luiza@lactec.org.br; regina.kishi@lactec.org.br

2Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo-PROCAM. 3Departamento de Ecologia, Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, rua do Matão, travessa 14, 321, Cidade Universitária, CEP 05508-900, São Paulo, Brasil, e-mail: anabrand@ib.usp.br

RESUMO: Este trabalho discute alterações limnológicas abióticas e bióticas ocorridas na formação do reservatório da Hidrelétrica de Salto Caxias, no rio Iguaçu (PR). Após o represamento, por efeitos da decomposição da biomassa vegetal submersa, de material lixiviado dos solos e de contribuições através dos tributários, houve imediata depleção de oxigênio dissolvido, especialmente no hipolímnio, incrementos na concentração de fósforo e nitrogênio e conseqüente aumento da biomassa fitoplanctônica (avaliada pela clorofila-a), especialmente nos braços dos principais afluentes. Características mais lênticas do novo ambiente após o represamento, em relação ao rio que lhe deu origem, favoreceram o processo de sedimentação e o aumento da transparência da água em direção à barragem. Na transformação riorepresa, o ambiente aquático em estudo passou de condições oligotróficas para mesotróficas e no segundo ano de represamento, a instabilidade limnológica, aqui caracterizada, principalmente pela elevação dos teores de fósforo total, nitrogênio total e amoniacal, diminuição de oxigênio dissolvido e tendência a aumento da biomassa fitoplanctônica, ainda se mostrou presente.

Palavras-chave: reservatórios, eutrofização, variáveis limnológicas, represamento, fase de enchimento.

 

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