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Liberação de carbono orgânico por
células de Microcystis aeruginosa em cultura sob diferentes
irradiâncias
BITTAR1,
T.B; COLOMBO1, V. & VIEIRA1, A.A.H.
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Laboratório de Ficologia - Departamento de Botânica -Universidade
Federal de São Carlos, Via Washington Luís, km 235 – São Carlos – SP
CEP: 13 565-905
thais_bittar@yahoo.com.br
RESUMO:
Microcystis aeruginosa é, atualmente, uma das cianobactérias mais
investigadas devido ao seu potencial de formação de florescimentos
tóxicos e à produção de grandes quantidades de matéria orgânica na
coluna d’água. Uma vez formado o florescimento, as células de M.
aeruginosa, devido ao fato de poderem produzir vesículas de gás,
podem flutuar e se posicionar à superfície e conseqüentemente ficar
expostas por longos períodos a altas intensidades de luz, o que pode
causar danos às células fazendo-as liberar matéria orgânica dissolvida
(MOD). Esses danos tornam-se mais acentuados com o
envelhecimento das células. O objetivo deste trabalho foi estudar o
efeito da exposição a diferentes irradiâncias de células de culturas em
fase exponencial e início da fase estacionária do crescimento
(8 e 20 dias) de Microcystis aeruginosa, isolada
do Reservatório de Barra Bonita, Rio Tietê, SP. A metodologia utilizada
foi a do 14C, quantificando-se também as taxas de fixação de carbono
total (em DPM)
e de excreção relativa e absoluta, análises de carboidratos liberados e
distribuição de massa molecular da MOD liberada em função da irradiância.
Medidas de assimilação de carbono em função da irradiância não
evidenciaram a ocorrência do fenômeno da fotoinibição, mesmo quando as
células foram expostas a 2000 mmol m-2s-1. As
taxas de excreção de MOD, mesmo nas células da cultura mais velhas,
foram surpreendentemente baixas e diretamente proporcionais às taxas de
fotossíntese em todas as irradiâncias testadas. Entretanto, células da
cultura mais velha liberaram maiores quantidades de compostos de alta
massa molecular, incluindo carboidratos, enquanto as da cultura mais
nova liberaram compostos de baixa massa molecular, incluindo
carboidratos. O decréscimo na concentração de clorofila-a fornece
indícios de ligeira fotooxidação ou fotoaclimatação em células no início
da fase estacionária.
Palavras-chave:
Microcystis aeruginosa, irradiância, fixação e liberação de
carbono, carboidratos extracelulares. |
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