Nutrientes nos sedimentos superficiais da lagoa Mirim, fronteira Brasil-Uruguai

SANTOS1, I.R.; BAISCH1, P.; LIMA1, G.T.N.P. & SILVA FILHO2, E.V.

1 Departamento de Geociências, Laboratório de Oceanografia Geológica, Fundação Universidade Federal do Rio Grande - CP 474 - 96201-900, Rio Grande - RS. e-mail: isaacrsantos@yahoo.com.br

2 Departamento de Geoquímica, Universidade Federal Fluminense, 24020-007, Niterói - RJ.

RESUMO: Apesar da sua importância ecológica, econômica e geopolítica, a Lagoa Mirim é ainda pouco conhecida. Neste trabalho são apresentados os primeiros dados sobre a composição orgânica e teores de nutrientes para os sedimentos da lagoa. O Carbono Orgânico Total, N-total e P-total apresentaram teores médios de 1,26%, 0,163% e 0,162%, respectivamente. A região sul da Mirim é caracterizada por maiores concentrações de C, N e P. Isto é atribuído à proximidade dos principais aportes fluviais. Os sedimentos da Mirim foram considerados pobres em C e N, o que pode ser explicado pela diluição dos aportes orgânicos, constantes trocas entre sedimento e coluna d’água e deposição recente do substrato. A razão N:P é baixa se comparada a outros ambientes aquáticos, o que provavelmente está associado ao intenso uso de fertilizantes fosfatados na bacia de drenagem e a alta freqüência do processo de ressuspensão.

Palavras-chave: nutrientes, matéria orgânica, lagoa costeira, sedimentos.

 

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