Utilização de algas diatomáceas epilíticas como organismos bioindicadores de sistemas lóticos sul brasileiros, com especial enfoque à eutrofização

LOBO1, E.A.; CALLEGARO2, V.L.M.; HERMANY3, G.; BES4, D.; WETZEL5, C.A.; OLIVEIRA6, M.A.

1 Laboratory of Limnology. University of Santa Cruz do Sul (UNISC), RS, Brazil. (lobo@unisc.br)

2 Natural Sciences Museum, Zoobotanical Foundation of Rio Grande do Sul (FZB), RS, Brazil. (algas@fzb.br)

3 Graduate Course on Ecology. Federal University of Rio Grande do Sul (UFRGS), RS, Brazil. (guilherme.hermany@terra.com.br)

4 Laboratory of Limnology (UNISC). Undergraduate PIBIC/CNPq fellowship.

5 Undergraduate BIC/FAPERGS fellowship.

6 Laboratory of Limnology (UNISC). Post Doctor/CNPq fellowship.

RESUMO: Biocenoses de diatomáceas epilíticas têm sido recomendadas por pesquisadores em muitos países como particularmente adequadas para avaliar a qualidade da água. Contudo, os sistemas de sapróbios que utilizam diatomáceas têm sido desenvolvidos para avaliar a poluição orgânica da água, desconsiderando os efeitos da eutrofização na composição biológica das biocenoses. Assim, o objetivo principal deste trabalho foi determinar a tolerância de espécies de diatomáceas à eutrofização nos arroios Sampaio, Grande e Bonito, Município de Mato Leitão, RS, Brasil, utilizando análises multivariadas. Para a execução deste trabalho, foram utilizados os resultados físicos, químicos e biológicos obtidos em estudos desenvolvidos nestes arroios, entre os anos de 1993 a 1998. Análises multivariadas dos dados da composição de espécies foram aplicadas em duas formas distintas. Primeiro, as espécies e as estações de amostragem foram agrupados utilizando TWINSPAN (Análise de Espécies Indicadoras de Dupla Entrada). Segundo, Análise de Correspondência Canônica (CCA) foi aplicada para revelar os principais gradientes das mudanças na composição de espécies, relacionando esta mudança com o processo de eutrofização. A partir da determinação dos distintos graus de tolerância à eutrofização das espécies de diatomáceas, foram-lhes atribuídos valores indicativos de 1 a 5, correspondentes a níveis de tolerância muito baixa, baixa, média, alta e muito alta, respectivamente, possibilitando desta forma o cálculo do Índice Biológico de Qualidade da Água (IBQA). Estes resultados vêm complementar o sistema de sapróbios proposto para rios sul brasileiros.

Palavras-chave: diatomáceas, bioindicadores, avaliação qualidade da água, poluição orgânica, eutrofização.

 

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