Estrutura populacional de Aegla castro Schmitt, 1942 (Crustacea: Anomura: Aeglidae) em Itatinga (SP), Brasil

FRANSOZO, A.1, COSTA, R. C.1, REIGADA, A. L. D. 1 & NAKAGAKI, J. M. 1,2

1 NEBECC (Núcleo de Estudos em Biologia, Ecologia e Cultivo de Crustáceos), Depto de Zoologia, Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista -UNESP – 18618-000 - Distrito de Rubião Jr. S/N – Botucatu (SP) – e-mail: fransozo@ibb.unesp.br

2 Cidade Universitária de Dourados, s/nº - Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul - UEMS - Dourados/Itahum, Km 12 – 79804-970 – Dourados (MS).

RESUMO: Este trabalho teve por objetivo estudar a estrutura populacional e o período reprodutivo de Aegla castro Schmitt, 1942, para um melhor conhecimento da biologia deste grupo, além de uma melhor compreensão de seu papel nos ecossistemas límnicos. Os anomuros foram coletados mensalmente, no Córrego Itaúna, município de Itatinga, São Paulo, Brasil (23o 08’ S e 48o 39’ W) durante o período de janeiro a dezembro de 1991. No laboratório, os espécimes foram separados quanto ao sexo e mensurados quanto ao comprimento da carapaça (CC). Obteve-se 732 exemplares, sendo 382 machos e 350 fêmeas, das quais 17 eram ovígeras. O tamanho médio não diferiu entre os sexos, porém os machos alcançaram maiores dimensões. A presença de fêmeas ovígeras em somente dois meses do ano (maio e junho) caracterizou um ciclo reprodutivo descontínuo. O recrutamento de jovens ocorreu nos meses de outubro e novembro, em conseqüência da presença de fêmeas ovígeras nos meses de inverno. A razão sexual para o total de indivíduos amostrados foi de 1:0,92 (macho:fêmea). Comparativamente, A. castro apresenta uma estrutura populacional similar às demais espécies do gênero e em relação ao período reprodutivo observa-se que existe uma nítida restrição deste período com a diminuição da latitude.

Palavras-chave: biologia populacional, recrutamento, Aegla, Anomura.

 

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