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Macroinvertebrados vivendo em
Eichhornia azurea Kunth no rio Paraguai
POI de NEIFF1,
A.
1
Centro de Ecología
Aplicada del Litoral (CONICET):
cecoal@arnet.com.ar Corrientes, Argentina. FACENA
(UNNE).
RESUMO:
Dez locais da
planície de inundação lateral do Rio Paraguai, de Porto Cárceres à
confluência com o Rio Paraná, foram amostrados durante os períodos de
cheia (Junho-Julho de 1995) e estiagem
(Dezembro de 1995) da água com finalidade de verificar a
abundância e a proporção de grupos funcionais alimentares vivendo em
Eichhornia azurea. A abundância média de macroinvertebrados variou
entre 3.565 ind.m-2 e 25.145 ind.m-2 . Dependendo
dos locais de amostragem, as larvas de insetos (Chironomidae
e Hydroplidae) ou crustáceos (Lepthesteridae)
foram as principais taxas representativos. A similaridade entre as morfo
espécies de invertebrados foi bastante alta para locais situados no Alto (da cabeceira ao Rio Appa) e Baixo Paraguay. Durante o
período de cheia, os coletores filtradores (CF)
dominaram e constituíram acima de 40% da abundância total. A razão CF/
CC variou entre 2.1 e 6.2 e a razão CR/FR + total de coletores entre
0.06 e 0.2. Na estiagem houve proporcionalmente mais
predatores-catadores-coletores (CC) ou raspadores (RS).
Em comparação com o período de cheia, a razão CF/CC diminuiu e a razão
CR/FR + coletores aumentou. Os fragmentares (SH)
foram pouco numerosos em ambos os períodos hidrológicos. Embora nenhuma
relação significativa foi encontrada entre abundância total de
macroinvertebrados e períodos hidrológicos, a análise de grupo funcional
é sensível a mudanças na importância do recurso alimentar
(detrito, perifiton, macrófitas ou presa) durante os
períodos de cheia e estiagem de água.
Palavras–chave:
rio Paraguai, macroinvertebrados fitófilos, grupos funcionais
alimentares, Eichhornia azurea. |
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